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Porventura, creu nele alguém dentre as autoridades ou algum dos fariseus?
Quanto a essa plebe, que nada sabe da lei, é maldita... (João 7.48-49)

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Como a tristeza chega


JÓ de Uz - 1
 

- Eu lhe darei tudo isso se você se ajoelhar e me adorar.
- Mateus/Lucas 4.9

Entretanto, o que é dele,
se vieres a tirar,
tu verás que, sem respeito,
virá Te amaldiçoar.
- Jó 1.11 nas trovas de José Alaby


Já estamos acostumados a ver produções literárias e, principalmente, cinematográficas discorrendo dramaticamente sobre temas atuais no contexto de peças clássicas, da mitologia greco-romana, estórias infantis, episódios bíblicos e até contos orientais como os de Ali Babá e de Aladim.

O livro bíblico de Jó deve ter sido composto mais ou menos da mesma maneira: um longo poema - que vai do primeiro versículo do capítulo três ao sétimo do quarenta e dois - constitui seu núcleo, inserido num conto oriental redigido em prosa muitos anos antes.

Habitualmente, o poema que guarda a mensagem central desta obra monumental costuma ser negligenciado por seus leitores e pregadores, talvez por sua extensão ou por ser muito desafiador. Mas, mesmo atendo-nos apenas aos dois primeiros capítulos, vamos perceber a magnitude do drama. Tratava-se de um assunto entre Deus e Satanás, que acabou atingindo a Jó, e atinge a todos em situações semelhantes. Embora originada entre seres espirituais, nas maiores alturas, a disputa envolveu apenas seres e coisas bem terrenas: pessoas carnais, propriedades materiais e fenômenos naturais, ainda que de maneira catastrófica. Corresponde ao que mais tarde afirmaria o apóstolo:

Pois nós não estamos lutando contra seres humanos, mas contra as forças espirituais do mal que vivem nas alturas, isto é, os governos, as autoridades e os poderes que dominam completamente este mundo de escuridão. (Efésios 6.12)
Foi através de coisas materiais também que Satanás tentou dobrar Jesus, com argumento inverso: como este não possuía bens e estava para ser rejeitado e desprezado por todos, e suportar dores e sofrimentos sem fim (Isaías 53.3), acenou-lhe com a possibilidade de livrar-se destes sofrimentos e possuir aqueles em abundância.

Voltaremos ao nosso conto: Como Satanás é humilhado

(o texto completo do livro de Jó em trovas está disponível nas lojas Amazon em forma digital sob o títuloclique - JÓ de Uz)

domingo, 25 de junho de 2017

O Mais Belo Cântico


o amor é tão grande assim,
tão forte quanto a morte;

tais como brasas de fogo
as suas brasas serão;
e todas as labaredas
veementes, eis que elas são.

As muitas águas não podem
o nosso amor apagar,
nem mesmo podem os rios
tão grande amor afogar.
                            (Cântico dos Cânticos 8.6-7)

“Mais que qualquer outro, o livro bíblico Cântico dos Cânticos não foi redigido apenas para ser estudado, mas para ser lido, cantado, apreciado, consumido, como se consome um alimento saudável que, digerido, passa a fazer parte da pessoa que o lê.”

”Iniciando a leitura, somos conduzidos a apreciar o amor através das palavras de dois amantes, expressas durante a execução de movimentos amorosos, que em muito transcendem os chamados atos sexuais.”

Trecho de nosso livro

O Mais Belo Cântico

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quarta-feira, 29 de março de 2017

O DEUS de todos nós


Mas o Deus Eterno chamou o homem e perguntou:
 - Onde é que você está?(Gênesis 3.9)
"...Deus tem usado diferentes recursos didáticos para instruir suas criaturas a respeito do bem, da justiça, da vida... Mas, para começar a esclarecer sobre a origem dos males mais temíveis, bem como do maior bem, ele aplica o método dialético, aquele que propõe perguntas aos educandos com o intuito de que, pelo próprio raciocínio, cheguem eles mesmos às respostas.
A questão que Deus propôs primeiramente a Adão, Onde é que você está?, atravessou os séculos à semelhança do som da grande explosão original e, ao contrário desta, qualquer homem ou mulher pode ouvir, pois não requer nenhum preparo prévio nem equipamento especial. Deus questiona hoje todos os seres humanos, cada homem e cada mulher, da mesma maneira, seja analfabeto, seja doutor, seja religioso ou incrédulo, conheça-o com o nome com que os cristãos o chamam ou com outro, até mesmo aqueles que desconhecem sua existência. Qual a mulher ou homem que não vive se perguntando “onde estou?”, dúvida que vem acompanhada de outras como, por exemplo: “Que estou fazendo aqui?” “De onde vim?” “Para onde vou?” "

Trecho de meu livro

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domingo, 15 de janeiro de 2017

CHORO AMARGO 2


- Levante-se, pegue a criança e a sua mãe
e volte para a terra de Israel,
pois as pessoas que queriam matar o menino já morreram.

- Mateus 2.20

Na última postagem fiz referência aos herodes de hoje que condenam à morte indiscriminadamente pessoas indefesas, na pretensão de abater o Cristo ressurreto e assegurar seus privilégios. A divulgação dessas matanças garante vultosos ganhos aos proprietários dos meios de comunicação: milhões de inocentes condenados à morte pela fome, pela carência de abrigo adequado, pela negação de socorro,... até ao frio assassinato.

Parece então natural que gente com boa intenção apresente-se para “defender” a “integridade” do Evangelho, através dos próprios meios de comunicação e mesmo dos púlpitos. Alguns fazem questão de demonstrar profunda preocupação com o abandono do que chamam de “valores cristãos”; outros expõem em estilo teatral toda sua raiva contra os que consideram desejar “destruir o evangelho”. Essas atitudes demonstram que esses pretensos defensores do cristianismo não têm a mínima ideia de quem seja o Deus a quem os verdadeiros cristãos servem e adoram.

A frustrada investida de Herodes contra seu Filho criança deixa muito bem claro que seu Pai sabe protegê-lo mais que qualquer humano de boa vontade e tem recursos de sobra para fazê-lo sem amargor ou violência. O que Ele espera é que aqueles que o servem e o adoram em espírito e em verdade invistam os recursos de que dispõem, não para defendê-lo, mas para socorrer os fracos e inocentes vitimados por essa diabólica pretensa guerra espiritual.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

CHORO AMARGO



"Ouviu-se um som em Ramá, o som de um choro amargo.
 Era Raquel chorando pelos seus filhos
...”
- Mateus 2.18

Herodes era tido como uma pessoa bem informada, principalmente a respeito de seu povo, os judeus, sua Lei e profecias. Sua fama chegara até o longínquo Oriente , donde procediam os sábios que vieram adorar o menino na manjedoura, os quais o procuraram para se inteirar do lugar preciso onde este haveria de nascer. E foi de fato com facilidade que reuniu os chefes dos sacerdotes e os mestres da Lei para descobrir a cidade e a região onde ocorreria o evento.

Entretanto, tanta informação não foi suficiente para que ele próprio alcançasse o menino. Não logrou conseguir o que obtiveram com tanta facilidade os pastores (de ovelhas!) e os próprios sábios a quem ajudara. E, Quando Herodes viu que os visitantes do Oriente o haviam enganado, nem se deu ao trabalho de procurar ele próprio, ficou com muita raiva e mandou matar, em Belém e nas suas vizinhanças, todos os meninos de menos de dois anos[2.16]. Este episódio também faz parte da história do Natal: nos presenteia com inúmeros motivos para comemorar, mas também nos impõe outros tantos para chorar, um choro amargo.

Muito mais porque essa trágica busca pelo menino empreendida por Herodes também se repete hoje com relação ao ressuscitado. Os que desejam e alimentam a ilusão de que podem derrotá-lo sabem muito bem que ele frequenta locais e pessoas consideradas menos nobres, mas nem se dão ao trabalho de identificá-lo, certamente porque não seriam mesmo capazes de reconhecê-lo, mas também porque morrem de medo de encará-lo cara a cara. O mais fácil é aniquilar à distância um bom número de inocentes que possam se parecer com ele: Quem sabe!?

Estão seguros de que não se encontra entre os poderosos deste mundo. Sabem que estes podem sempre ser dobrados com troca de favores, servilismo e coisas assim. Não foi assim que Herodes se comportou com relação aos romanos, que oprimiam o povo ao qual, como Rei, tinha por missão divina defender e socorrer em suas necessidades?

Há sempre aqueles que fazem questão de nos lembrar de que todos os dias temos muito que agradecer a Deus, pelo que recebemos, é claro. Mas também nos saltam aos olhos por si mesmo talvez muito mais motivos, que não costumamos dar muita importância, para chorar um choro amargo, sem consolo: os herodes de hoje condenando à morte indiscriminadamente inocentes, para assegurar seus privilégios.
Referências bíblicas:
Mateus 2.3,16-18.