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Porventura, creu nele alguém dentre as autoridades ou algum dos fariseus?
Quanto a essa plebe, que nada sabe da lei, é maldita... (João 7.48-49)

domingo, 27 de março de 2016

A crise à luz da PÁSCOA


Trabalhai, não pela comida que perece, 
mas pela que permanece para a vida eterna.
- João 6.27

É sempre temerário comparar fatos atuais com eventos bíblicos. Mas, paradoxalmente, a Revelação tem como propósito exatamente lançar luzes sobre o comportamento humano em todos os tempos. Sendo assim, temos de correr o risco. Afinal, que adianta se emocionar com as múltiplas encenações da Paixão sem aprender nada sobre a Vida?
O povo que recebeu a alcunha de plebe maldita percebeu que o Reino dos Céus estava próximo quando sentiu que suas necessidades básicas, cura e alimento, estavam sendo atendidas gratuitamente através dos milagres de Jesus. O evangelista João refere-se a esses feitos como sinais, do Reino. Algo semelhante vem acontecendo entre nós há pouco tempo, o que pode ser interpretado como a justiça divina alcançando os marginalizados.
Mas tais conquistas devem ser vistas, não como um bem em si, e sim como sinais de algo muito maior. Vai nesse sentido a admoestação do mestre aos que, alimentados no monte, atravessaram o lago no dia seguinte simplesmente atrás de mais comida: Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que permanece para a vida eterna.
Assim como na Semana Santa, tais sinais sempre ascendem a esperança dos pobres e causam grande alvoroço entre certas autoridades, só que o personagem principal não está mais ao alcance delas. Por isso, em situações semelhantes, sempre se encontra alguém, necessariamente, para pegar pra cristo, como afirma a sabedoria popular, e entregar à execração pública, por evidente falta de motivos reais para crucificá-lo.

Cristo vive! Alegrai-vos!