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Porventura, creu nele alguém dentre as autoridades ou algum dos fariseus?
Quanto a essa plebe, que nada sabe da lei, é maldita... (João 7.48-49)

domingo, 15 de novembro de 2015

É o fim


E será pregado esse evangelho do reino por todo o mundo,
para testemunho a todas as nações.
Então, virá o fim
.
- Mateus 24.14
Leia antes a postagem anterior: Não é o fim.
Boas razões para se arrepender tinham com certeza os dois filhos da parábola. E o mais novo aproveitou a oportunidade. Diante da alternativa de se alimentar das porcarias que os porcos comiam, se arrependeu, converteu-se, mudou de direção, tomou o caminho de volta para a casa paterna. Já o mais velho perdeu a ocasião, iludido com seus pretensos direitos e superioridade, ficou de fora da festa.
Quem está mesmo aproveitando a oferta anunciada são pobres, aleijados, cegos e coxos que frequentam as ruas e becos da cidade, caminhos e atalhos, onde os verdadeiros servos se aventuram para anunciar com atos a boa nova, levar a boa notícia. Quem não frequenta esses ambientes quase não fica sabendo, pois os verdadeiros mensageiros não são de tocar trombeta, e a grande imprensa, sedenta de más notícias, só vai lá mesmo para premiar dando visibilidade global aos sucessos dos bandidos e marginais que aí se refugiam, ou para caçar super-talentos que multiplicarão os lucros dos empresários dos mega-espetáculos.
Quando esse evangelho do reino tiver alcançado todos os becos e vielas, somente então, sem alardes e sem dar margem a polêmicas, virá o verdadeiro fim, como o relâmpago que sai do oriente e se mostra até o ocidente. Também nem dará tempo para se assustar, pois não será ameaçador, uma vez que, finalmente, a festa vai começar. Anjos serão enviados, agora sim, com grande clangor de trombetas, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus.

Referências bíblicas:
Mateus 24.1-31; Lucas 14.21-24; 15.11-28.

domingo, 8 de novembro de 2015

Ainda não é o fim



E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras;
vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer,
mas ainda não é o fim.
- Mateus 24.6

Quando achamos que as coisas vão muito mal e que não podem piorar, mas, de repente, pioram, exclamamos: é o fim. Era como se sentiam os discípulos quando pediram a Jesus: Dize-nos quando sucederão estas coisas e que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século. O mestre reconheceu que as coisas deveriam continuar mal por algum tempo, mas assegurou: não é o fim.
Hoje, vivemos situação semelhante e somos muitas vezes tomados dos mesmos temores, de modo que precisamos ouvir essas palavras que ecoam através dos séculos: não é o fim. O livro do Apocalipse, que discorre bem mais longamente sobre os últimos tempos, ensina que os dias de provação serão prolongados para que todos os homens tenham a oportunidade de se arrepender, até que seja pregado esse evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações.
E parece que isso está de fato acontecendo. Percebe-se uma grande movimentação de missionários em longas viagens internacionais, muitos frequentam as salas vip dos aeroportos e as primeiras classes das aeronaves, para não falar dos que possuem as suas próprias. Hospedam-se nas melhores suites dos melhores hoteis, quando não ocupam integralmente todas em sua convenções evangelísticas. Constroem enormes casas de espetáculos que chamam de templos ou catedrais, ou alugam grandes espaços para apresentarem seus shows, que chamam de louvor. Mas, considerando que Jesus havia advertido seus enviados a não levar bolsa, nem alforge, nem sandálias, a não acumular tesouros na terra, nem a ocupar os primeiros lugares, estes mais se parecem com os muitos falsos profetas que se levantarão e enganarão a muitos.
Por outro lado, percebe-se também a presença de mensageiros aparentemente mais confiáveis alertando: Arrepende-te, Jesus está voltando! Mas isso soa mais como uma ameaça do que boa notícia, boa nova, evangelho. E a advertência do mestre aos fariseus, saduceus e às multidões que saíam para serem batizadas, ainda são válidas: Raça de víboras, quem vos induziu a fugir da ira vindoura? Fugir da ira vindoura não é um bom motivo para se arrepender.
Continua próxima semana: É o fim.

Referências bíblicas:
Mateus 3.7; 24.1-31; Lucas 3.7.

domingo, 1 de novembro de 2015

Ensina-nos a orar


De uma feita, estava Jesus orando em certo lugar;
quando terminou, um dos seus discípulos lhe pediu:
Senhor,
ensina-nos a orar!
- Lucas 11.1

Como os discípulos, você também gostaria de aprender a orar? Pode, então, começar digerindo estes exemplos bíblicos:
Mateus 6.5: E, quando orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças...
Mateus 6.6: Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto...
Marcos 14.35: E, adiantando-se um pouco, prostrou-se em terra; e orava para que, se possível,...
Lucas 5:12: Aconteceu que, estando ele numa das cidades, veio à sua presença um homem coberto de lepra; ao ver a Jesus, prostrando-se com o rosto em terra, suplicou-lhe: Senhor, se quiseres,...

Depois de tomar essas pílulas, você talvez queira algo ainda mais nutritivo. É só clicar: Jesus orou; Entra no teu quarto; Pedi; Buscai; Batei/Fazei.

domingo, 25 de outubro de 2015

A sua fé


O justo viverá pela sua fé.
Habacuque 2.4

Virou moda agora os dirigentes do que eles chamam de culto ditarem aos membros da congregação como devem se comportar: diga aleluia, diga amém, diga não sei o que para o irmão ao seu lado, repita isso, repita aquilo... Exageros à parte, os líderes religiosos sempre se preocuparam em orientar os fiéis, com mais ou menos ênfase, sobre o que devem pensar e como levar suas vidas. Geralmente, com uma intenção pastoral sadia; outras vezes, reconheçamos, com a explícita intenção de controlar o rebanho.

Exceto neste último caso, a orientação dos mais experientes é sempre saudável e necessária, mas os crentes nunca devem esquecer as palavras do profeta Habacuque: o justo viverá pela sua; não pela fé dos pastores, de alguma autoridade eclesiástica, teólogo, ou quem quer que seja, mas pela sua própria. Deve estar sempre habilitado a dar a razão dela, primeiro a Deus, depois a si próprio, e também aos que possam disso se beneficiar.

Isso pode parecer complicado, uma vez que essas palavras foram evocadas por Paulo em suas epístolas aos Romanos e aos Gálatas, e encontramos também em Hebreus, mas o recado que o apóstolo quis transmitir não foi exatamente o mesmo do profeta, e suas reflexões causam polêmica até hoje. Mas isso não deve preocupá-lo, pois o próprio Jesus assegurou que, se alguém quiser fazer a vontade dele, conhecerá a respeito da doutrina, e que ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos: você mesmo. Mas, cuidado, pois pode não ser o caso de muitos dos que insistem em orientá-lo.

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Referências bíblicas:
Habacuque 2.4; Mateus 11.25; Lucas 10.21; João 7.17; Romanos 1.17; Gálatas 3.11; Hebreus 10.38. 

domingo, 18 de outubro de 2015

FÉ EM DEUS (ou Estado laico 7)


Apesar de ter sido uma constante na história, parece que ultimamente têm se multiplicado de modo assustador as atrocidades praticadas e as leis esdrúxulas propostas em nome de religiões. De tal modo que teóricos e ativistas políticos voltaram a dar ênfase ao conceito também antigo do estado laico.

Dedicamos seis postagens a refletir sobre o assunto. Verificamos que alguns consideram que religião é constituída por certas organizações, por certos rituais e símbolos, doutrinas ou costumes distintos adotados por apenas parcelas da população. Entretanto, essencial mesmo é a fé, aquilo que anima uma pessoa a viver, e mesmo a morrer. Por isso, a situação se torna dramática quando a fé de uma parcela conflita com a de outra; o estado se torna mesmo impotente para promover a paz.

Ainda bem que Deus é de fato o único elemento, se é que podemos designá-lo assim, essencial a qualquer religião que pretenda ser verdadeira. Pois, enquanto instituições, ritos, símbolos, doutrinas e costumes não passam de obras do homem, contaminados com suas enormes limitações e defeitos, Deus, ao contrário, é o próprio criador dos seres humanos, e também quem aperfeiçoa e corrige.

E não corrige e aperfeiçoa apenas as relações entre cidadãos, estados ou entre religiões; começa reparando as arestas entre criador e a própria criatura, passando a reconciliar cada indivíduo consigo mesmo; depois, com seus semelhantes, entre casais, pais e filhos, professor e aluno, empregador e empregado, governantes e governados...; com os céus, a terra, as plantas, os animais..., o universo.