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Porventura, creu nele alguém dentre as autoridades ou algum dos fariseus?
Quanto a essa plebe, que nada sabe da lei, é maldita... (João 7.48-49)

segunda-feira, 18 de abril de 2016

TEMOR E SABEDORIA


Para ser sábio,
é preciso primeiro temer ao Deus Eterno.
Os tolos desprezam a
sabedoria
e não querem aprender
- Provérbios 1.7

Usando uma expressão que já foi do gosto de muitos pregadores, diria que a derrota que sofreu a Presidente no último domingo foi de fato impactante. Entretanto, muitas vezes mais impactante foi as vezes que foi invocado o nome de Deus em vão, o qual se usou e abusou, entremeando raivosas expressões de ódio. Apesar desta prática já fazer parte de nosso cotidiano, de modo que geralmente nos passa desapercebida, o exagero foi tanto que chegou até a impactar os demais presentes na Casa.
Portanto, não é se estranhar que, depois de assim proceder, transparecessem de suas demais palavras uma profunda ignorância, pois, para ser sábio, é preciso temer ao Deus Eterno. Ignorância a respeito da responsabilidade específica de um parlamentar, ignorância a respeito da dignidade que deve cingir quem senta numa cadeira do Parlamento, ignorância inclusive a respeito da própria matéria sobre qual se deliberava, e assim vai. São tolos que desprezam a sabedoria e não querem aprender.
É sabido que o simples fato de conhecer a Deus não constitui nenhum mérito, pois até Satanás o conhece. O mais grave é que este o teme, pelo menos. Será por isso que é tão esperto? Por que Deus lhe daria tanta sabedoria? Eu não sei, mas desconfio que seja para chupar a inteligência de quem o ofende.

terça-feira, 5 de abril de 2016

A VITÓRIA QUE IMPORTA


Mas, seguindo a verdade em amor, 
cresçamos em tudo naquele que é a cabeça,
Cristo,
- Efésios 4.15
Testemunhamos hoje no Brasil um confronto acirrado entre os que se posicionam a favor e contra o impedimento de sua presidente. Existem cristãos perfilados nos dois lados que não percebem nesse embate irromper uma batalha bem mais abrangente, a qual para eles deveria ser a que realmente importa. Refiro-me à luta pela riqueza representada por duas palavrinhas que compoem o texto citado acima, tão amplamente reconhecida que dispensaria mesmo a evocação da autoridade bíblica: verdade e amor.
Para alcançarem seus intentos, é gritante o abuso que contendores de todos os níveis fazem da mentira deslavada, das falsas verdades, dos fatos distorcidos, de citações infundadas, evocação indevidas de pretensas autoridades e outros engodos. Há os que inventam e os que simplesmente ingenuamente passam adiante, crentes que estão marcando um golaço. Para reforçar, temperam-se os argumentos com uma generosa dose de ódio, raiva, depreciação maliciosa, ofensas, incitação à violência...
Quem assim procede rendeu-se ao inimigo, já é e continuará sendo um perdedor, seja qual for o resultado do embate político, pois, do enfrentamento do mal com o mal sempre vence o mal maior; aí estão as guerras e as ditaduras como prova. Só o bem e o amor podem derrotá-lo: Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.
...alegria têm os que aconselham a paz.
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Referências bíblicas:Provérbios 12.20; Romanos 12.21; Efésios 4.15.

domingo, 3 de abril de 2016

COM DEUS NÃO TEM BARGANHA


Se eu quero que ele permaneça até que eu venha,
que te importa?
Quanto a ti, segue-me.
- João 21.22
 Alguma coisa ele fez! Eu não mereço! Não é justo! Exclamações desse tipo ouvimos inúmeras vezes todos os dias. As pessoas pensam que as boas ações devem sempre ser compensadas com alegrias, e as más, sempre com aborrecimentos, apesar de constatarem na vida diária que as coisas nem sempre funcionam dessa maneira. Não é um problema dos tempos atuais, desde os primórdios os homens se esforçam por solucioná-lo.
O livro bíblico de Jó faz coro com sábios de todo Oriente antigo na busca de uma resposta. O protagonista é justo tanto aos seus próprios olhos quanto aos olhos de Deus, de modo que não consegue compreender a situação em que se encontra, que lamenta profundamente. Os amigos que vêm para ajudá-lo já têm a resposta pronta: Alguma você aprontou! E procuram convencê-lo por meio de longos e elaborados discursos. Finalmente, Deus toma a palavra. A quem dá razão? Ira-se contra os amigos, porque não dissestes de mim o que era reto. Não sem antes dar uma verdadeira espinafrada em Jó, como que para deixar claro que toda a justiça que alegara ter praticado não o tornava merecedor do menor favor divino: Quem é esse que escurece os meus desígnios com palavras sem conhecimento? Se decidisse restituir a fortuna de seu servo, como o fez, seria única e exclusivamente fruto de sua vontade livre e soberana.
Os evangelhos não conseguem dissimular certa ciumeira que havia entre os discípulos com relação à proximidade do mestre com João, o qual chega mesmo a referir-se a si próprio como aquele que Jesus amava. Foi o que levou Pedro a perguntar a este, referindo-se àquele, E quanto a este?, imediatamente após o mestre sugerir com que tipo de morte Pedro haveria de glorificar a Deus. Jesus limitou-se a responder: Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, que te importa? Quanto a ti, segue-me.
É difícil aceitar. Parece injusto, aos homens. Mas a justiça de Deus consiste exatamente em distribuir gratuitamente seus favores e ela se manifesta entre nós sempre que alguém serve sem esperar retorno e quem recebe não é constrangido a pagar por isso. Sem barganha: já não haverá mais luto, nem pranto, nem dor, pois as primeiras coisas passaram.
Com Deus não tem barganha.
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Referências bíblicas:

Jó 38.2; 42.8; João 21.18-22; Apocalipse 21.4.
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Referências bíblicas: Jó 38.2; 42.8; Jo 21.18-22.

domingo, 27 de março de 2016

A crise à luz da PÁSCOA


Trabalhai, não pela comida que perece, 
mas pela que permanece para a vida eterna.
- João 6.27

É sempre temerário comparar fatos atuais com eventos bíblicos. Mas, paradoxalmente, a Revelação tem como propósito exatamente lançar luzes sobre o comportamento humano em todos os tempos. Sendo assim, temos de correr o risco. Afinal, que adianta se emocionar com as múltiplas encenações da Paixão sem aprender nada sobre a Vida?
O povo que recebeu a alcunha de plebe maldita percebeu que o Reino dos Céus estava próximo quando sentiu que suas necessidades básicas, cura e alimento, estavam sendo atendidas gratuitamente através dos milagres de Jesus. O evangelista João refere-se a esses feitos como sinais, do Reino. Algo semelhante vem acontecendo entre nós há pouco tempo, o que pode ser interpretado como a justiça divina alcançando os marginalizados.
Mas tais conquistas devem ser vistas, não como um bem em si, e sim como sinais de algo muito maior. Vai nesse sentido a admoestação do mestre aos que, alimentados no monte, atravessaram o lago no dia seguinte simplesmente atrás de mais comida: Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que permanece para a vida eterna.
Assim como na Semana Santa, tais sinais sempre ascendem a esperança dos pobres e causam grande alvoroço entre certas autoridades, só que o personagem principal não está mais ao alcance delas. Por isso, em situações semelhantes, sempre se encontra alguém, necessariamente, para pegar pra cristo, como afirma a sabedoria popular, e entregar à execração pública, por evidente falta de motivos reais para crucificá-lo.

Cristo vive! Alegrai-vos!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

P A R E

É hora de relembrar minha postagem de 19 de fevereiro: Tempos difíceis.

Observando o que foi sugerido e proposto, chega-se necessariamente à conclusão de quão absurda e insensata é a ideia de iniciar um processo de impedimento contra nossa Presidente. Inúmeras são as razões que não o recomendam, mas uma só basta para que se pare com essa loucura, pois o simples ritual que deverá ser seguido causará muito mais danos ao país do que qualquer malfeito que o governo tenha porventura cometido. Não creio que nossa legislação seja tão ruim que, para corrigir um erro, o único caminho que ofereça seja cometer outro ainda maior.