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Porventura, creu nele alguém dentre as autoridades ou algum dos fariseus?
Quanto a essa plebe, que nada sabe da lei, é maldita... (João 7.48-49)

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

QUEM não gosta de um agrado?


eu procuro, em tudo, ser agradável a todos,
 não buscando o meu próprio interesse
- 1ª Coríntios 10.33

Pois é, vimos na última postagem que agradamos a Deus sempre que agradamos a nossos inimigos, mas nem sempre isso acontece quando procuramos agradar a nossos amigos.  Mas é mesmo impossível quando buscamos o nosso próprio interesse.
O problema é que costumamos pensar no pecado como uma coisa horrível, tão detestável que temos dificuldades em reconhecer que desejos ingênuos possam nos tornar pecadores. Mas, vejamos: qual foi o pecado de Eva? Maldisse a Deus? Não. Matou alguém? Não. Sequer chamou Adão de tolo, sujeitando-se assim, segundo Jesus, ao inferno de fogo. O que ela fez foi comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Os teólogos discutem até hoje o que isso significa. Mas não é o mais importante. O que consta é que ela comeu, gostou e ofereceu ao marido. Seu mal foi apenas buscar o seu próprio interesse, agradar a si própria, em detrimento da aprovação e da vontade divinas. Achou que pudesse cuidar de si mesma e de seu companheiro melhor do que quem os criou com amor.
As pessoas deste mundo têm até a firme convicção de que, se cada um procurar seu próprio interesse, resultará o bem de todos. Como isso nem sempre funciona, criaram outra regrinha: o direito de cada um termina onde começa o direito do outro, o que também não ocorre na prática. Acontece que, quando Deus colocou suas criaturas no jardim, não se preocupou em separar um lado para Adão e outro para Eva, a fim de que cada um cuidasse do seu. Quando disse multiplicai-vos, enchei a terra, não orientou para que a dividissem entre seus descendentes, nem ao menos que o fizessem em partes iguais.
Se quisermos agradar a Deus, esqueçamos nossos interesses, nossos sonhos, nossos projetos, nossas vontades. Deixemos que ele cuide disso, que sua vontade seja feita, pois ela nos resultará bem mais agradável do que a nossa própria. Cuidemos de tratar os inimigos como ele quer, para que haja PAZ, e assim também os amigos, para que haja JUSTIÇA.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

desAGRADAR A QUEM?


Será que agora estou querendo agradar as pessoas?
Se estivesse, eu não seria servo de Cristo.

- Gálatas 1.10b

Estas palavras da segunda parte do versículo dez não servem para justificar nossas atitudes que muitas vezes desagradam outras pessoas. Afinal, o que agrada a Deus, o que tem sua aprovação, qual a sua vontade? O Filho deixou bem claro:
Amem os seus inimigos e façam o bem para os que odeiam vocês. Desejem o bem para aqueles que os amaldiçoam e orem em favor daqueles que maltratam vocês...   E, se vocês fazem o bem somente para aqueles que lhes fazem o bem, o que é que estão fazendo de mais? Até as pessoas de má fama fazem isso.
Veja bem, os maus vão sempre agradar aos maus. Se os bons continuarem agradando apenas aos bons e desagradando os maus, o mundo continuará sendo sempre o mesmo. Ele somente será salvo quando os bons fizerem o bem também aos maus. Foi isso que o apóstolo quis dizer quando instou os romanos a vencer o mal com o bem e os orientou a agradar o seu irmão ou a sua irmã, para o bem deles, a fim de que eles cresçam na fé. Atitude que ele mesmo tomara como regra, como declarou aos coríntios: eu procuro, em tudo, ser agradável a todos, não buscando o meu próprio interesse, mas o de muitos, para que sejam salvos.
É fácil perceber que agradar o inimigo possa resultar em bem para muitos. O difícil mesmo é conseguir agradar a Deus e aos amigos. Amizades geralmente se consolidam em torno de interesses, troca de favores, e muitos que se consideram nossos amigos costumam esperar um tratamento diferenciado, privilegiado, que nem sempre têm a aprovação divina. Podemos até afirmar com segurança que Deus espera que demos aos amigos o mesmo tratamento que dispensamos aos que nos odeiam, pois só assim o mal será vencido e o mundo salvo.

Referências bíblicas:
Lucas 6.27-28, 33; Romanos 12.21; 15.2; 1ª Coríntios 10.33.

sábado, 24 de setembro de 2016

Agradar a quem?


Por acaso eu procuro a aprovação das pessoas?
 Não!
 O que eu quero é a aprovação de Deus.
- Gálatas 1.10

Quem não gosta de um agrado?
Todos nós sabemos do valor de um agrado. Tanto, que estamos constantemente nos esforçando para agradar alguém. Sabemos também como isso é difícil. Quantas vezes erramos feio!
Não seria demais afirmar que as relações interpessoais são movidas a agrados. Na família, na escola, no trabalho, ...e na política. Os relatos do Novo Testamento, por exemplo, deixam transparecer o quanto que os chefes judeus se empenhavam para agradar aos romanos, e estes, para agradar aqueles. Os primeiro entregaram a Jesus e, depois, seus seguidores para que aqueles que os dominavam não ficassem aborrecidos e acabassem com os privilégios que tinham. Por sua vez, as autoridades do império, prendiam e matavam os que protestavam contra os líderes submissos, porque a lei destes os proibia de fazê-lo, prestando-lhes esse serviço a fim de que não lhes criassem problemas.
A situação de Saulo parecia cômoda: cidadão romano e, ao mesmo tempo, fariseu. Com as perseguições, agradava e poderia obter favores de ambos os lados. Mas é possível também que o futuro apóstolo se sentisse incomodado com sua própria atuação e começasse a desconfiar que alguma coisa estava errada: como podia tamanha violência agradar tanto a opressores como a oprimidos? Imagino que ele pensava nessa contradição quando cavalgava a caminho de Damasco e, de repente, achou por bem prestar atenção na voz do perseguido: seu ser todo foi iluminado de tal maneira que o cegou e, literalmente, caiu do cavalo. Então, tomou uma decisão radical: não procurar agradar pessoas, mas a Deus, acima de tudo.
Quantas vezes enfrentamos esse drama, nos relacionamentos familiares, escolares, profissionais, políticos... no qual, favorecer alguém que nos cobra implica em ferir a outrem que nos é caro. Agradar a Deus acima de tudo é a saída.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Independência e VIDA


- Se vocês continuarem a obedecer aos meus ensinamentos,
serão, de fato, meus discípulos
e conhecerão a verdade,
 e a verdade os libertará.
- João 8.31-32


Os dicionários informam sobre os muitos sentidos que tem o verbo conhecer, sendo que o mais aplicado mesmo é passar a saber. Na bíblia, com certeza, não se resume a isso. Em versões mais antigas, por exemplo, constava que conheceu Adão a Eva, ...e ela concebeu; posteriormente, o mesmo versículo dizia coabitou o homem com Eva...; e, mais recentemente, Adão teve relações com Eva... Concluimos então que, para o livro sagrado, conhecer a verdade significa sobretudo coabitar com ela, ter reLações tão íntimas a ponto de procriar com ela, ser com ela uma só pessoa, como foi o primeiro casal.
Do mesmo modo, no versículo transcrito acima, não se trata de um ato apenas intelectual, mas de obediência, ou seja, agir de acordo com a verdade. Quem assim não procede é prisioneiro de sua própria mentira, da falsidade em que se encontra enredado. Exemplo atual são os políticos cuja situação os constrange a ocultar o quanto podem seus verdadeiros partidos e aliados; que coabitam com a escravidão, têm com ela relações, e com ela geram filhos. Por outro lado, quem vive a verdade, traz a liberdade dentro de si, única capaz de romper todo tipo de cadeia.
Sabendo disso, poderemos dar um significado ainda mais profundo ao moto de D. Pedro: INDEPENDÊNCIA OU MORTE. Costuma-se interpretá-lo pobremente, como a disposição de lutar pela liberdade até a morte, a sua e, principalmente, a dos outros. Mas pode ser visto também como a afirmação de que temos diante de nós duas realidades incompatíveis: morte e independência. Esta extingue aquela. Na liberdade é que reina a vida. Por isso, que nos mova: INDEPENDÊNCIA E VIDA.

Referência bíblica:
Gênesis 4.1

terça-feira, 30 de agosto de 2016

OS MORNOS


... porque são apenas mornos,
nem frios nem quentes,
vou logo vomitá-los da minha boca
.
- Apocalipse 3.16
Independentemente das pedaladas, o que acontece hoje em Brasília é na verdade um embate entre dois projetos de nação para o Brasil diametralmente opostos. Embate que não se extinguirá com a decisão dos senadores, seja ela qual for e por mais importância que tenha.
Muito mais determinante serão certamente as próximas eleições municipais, quando os brasileiros terão a oportunidade de agraciar com seu voto os candidatos que comprovarem estar empenhados na construção do futuro que lhes convém. Infelizmente, em suas campanhas recém iniciadas, estes têm demonstrado pouca vontade em revelar abertamente até mesmo os partidos a que pertencem. Não é aceitável que venham reivindicar o voto soberano dos cidadãos e cidadãs sem declarar com clareza e defender com toda a honestidade o projeto ao qual colocarão a serviço os seus mandatos.
Hoje, salta aos olhos como nunca o que está verdadeiramente em jogo. Portanto, faz-se indispensável que cada eleitor e cada eleitora exijam essa postura dos candidatos que solicitarem seu apoio, principalmente daqueles nos quais têm votado eleição após eleição sem conhecer devidamente os reais compromissos dos mesmos.

Já é hábito os pretendentes a cargos eletivos ficarem em cima do muro durante suas campanhas demagógicas, até tomarem posse, quando então escolhem o lado que lhes ofereça maiores vantagens. Entretanto, os dois caminhos que estão diante da nação são tão antagônicos, divergem tanto um do outro, de modo que os separa não apenas um muro, mas um enorme fosso, um verdadeiro fosso sanitário. Os candidatos que não declaram com clareza o lado que escolheram revelam estar submersos nesse fosso fétido, restando aos eleitores apenas puxar a descarga. Estes, se aspiram privilégios, terão dificuldade em encontrar um pretendente honesto, e se absterão “por motivo de consciência”, indo fazer companhia aos mornos.