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Porventura, creu nele alguém dentre as autoridades ou algum dos fariseus?
Quanto a essa plebe, que nada sabe da lei, é maldita... (João 7.48-49)

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Leis que regem os céus

O DEUS da Criação 03

Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder,
 como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem,
desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas.

Romanos 1:20
Afinal, o que falou Deus a Jó? Só lendo Jó 38.1-41.34
Quem esperaria que, para contestar um questionamento ético crucial, o Eterno viesse com uma competente aula de Física, Biologia, Geologia, Meteorologia, Astrologia e outras ciências?
Para entender, leia Jó 28 – Elogio da Sabedoria.
Mas onde pode ser achada a sabedoria? Em que lugar está a inteligência?
Os seres humanos não conhecem o valor da sabedoria e não a encontram neste mundo.

Jó 28:12-13
Só Deus conhece o caminho; só ele sabe onde está a sabedoria...;
ele vê tudo o que acontece aqui na terra.
Quando Deus regulou a força dos ventos e marcou o tamanho do mar
quando decidiu onde a chuva devia cair e por onde a tempestade devia passar
foi então que ele viu a sabedoria, e a examinou, e aprovou.
E ele disse aos seres humanos:
"Para ser sábio, é preciso temer o Senhor;
 para ter compreensão, é necessário afastar-se do mal."

Jó 28:23-28
Alguns séculos antes, Deus também já falara pessoalmente com outro servo seu, Moisés. Revelou-se como o Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Discorreu sobre o que havia realizado na história daqueles patriarcas e de seus descendentes e o que tinha preparado para o futuro, entregando-lhes uma lei muito específica para nortear seu comportamento dali por diante. A Jó, revelou-se como o Deus da criação, descrevendo como a fez e o desafiando a observar bem como ele a mantém, segundo as leis que governam o céu, que devem ser aplicadas na terra.


quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Deus fala a Jó

O DEUS da Criação - 2
Depois disso, do meio da tempestade, o Senhor deu a Jó a seguinte resposta:...
Jó 38:1

A história de Jó é bem conhecida. No auge de sua profunda angústia, acorreram quatro amigos, sábios e instruídos, para socorrê-lo. Seus longos discursos de nada adiantaram, pois sua própria experiência e o que acontecia ao seu redor contradiziam o que afirmavam sobre Deus. Inconformado, resolveu dispensá-los e apresentar ao próprio suas queixas, e tudo fez para dele arrancar uma resposta. Ao contrário de Adão que, ao ouvir seus passos no jardim, escondeu-se com medo.
O que ouviu foi uma longa e severa exortação, que revelavam coisas infinitamente maiores do que esperava. Acompanhadas de um desafio:
Você conhece as leis que governam o céu
e sabe como devem ser aplicadas na terra?
A reação final do queixoso diz tudo:
Tu me perguntaste como me atrevi a pôr em dúvida a tua sabedoria,
visto que sou tão ignorante.
É que eu falei de coisas que eu não compreendia,
coisas que eram maravilhosas demais para mim e que eu não podia entender.
Tu me mandaste escutar o que estavas dizendo e responder as tuas perguntas.
Antes eu te conhecia só por ouvir falar,
mas agora eu te vejo com meus próprios olhos.

Jó 42.3-5
Estas palavras nos dão uma ideia ainda que aproximada sobre a que se referiu Jesus quando orou:
- Ó Pai Senhor do céu e da terra,
 eu te agradeço porque tens mostrado às pessoas sem instrução
 aquilo que escondestes dos sábios e instruídos!

Mateus 11.25


Mas afinal, o que falou Deus? A seguir: Leis que regem os céus.

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

"O DEUS de todxs nós"


O DEUS da Criação 01- Introdução



- Ó Pai Senhor do céu e da terra, eu te agradeço porque tens mostrado às pessoas sem instrução  aquilo que escondestes dos sábios e instruídos! 
Mateus 11.25


A série que iniciamos hoje complementa o livro O DEUS de todxs nós, que reflete a partir das escrituras sagradas e da experiência do autor sobre como o criador se relaciona com cada uma de todas as criaturas humanas, sem exceção.

Nas reflexões transparece de modo eloquente e inequívoca a profundidade e a propriedade da predileção divina pelos humildes, de tal modo que nos impelem a unir nossas vozes à de Jesus nesta ação de graças transcrita acima.

Não é necessário prestar muita atenção para verificar que os sábios e instruídos de hoje e de todos os tempos estiveram sempre empenhados mesmo foi em aprimorar suas máquinas de guerra e seus aparelhos de controle sobre as pessoais, em buscar e assegurar um patamar que consideram mais elevado que os demais sob todos os pontos de vista. Para não irmos muito longe, basta mencionar  aqueles que se dedicam à produção de alimentos, remédios e outros recursos para combater enfermidades; longe de saciar os famintos e minorar a aflição dos que mais sofrem, suas preocupações são antes agregar valor, gerar lucro, agravando ainda mais essas agressões aos semelhantes.

Por outro lado, percebemos serem os humildes que se empenham em socorrer o próximo em todas as circunstâncias, empregando nisso todos seus limitados conhecimentos. É impossível quantificar o impacto deste procedimento na história das criaturas humanas, pois é praticado a granel e anonimamente, sem a preocupação de serem mesmo quantificadas, mas é fácil chegar à conclusão de que é “graças” a ele que ainda temos alguma paz no mundo, no sentido mais amplo do termo.

As expressões sábios e instruídos bem como pessoas sem instrução são imprecisas, à semelhança das empregadas neste versículo por outras versões bíblicas, mas os que conhecem a voz do mestre percebem claramente em que grupo se enquadram.

A seguir verificaremos o caso de Jó.

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

O inverno também acaba

          As variações do clima político costumam assemelhar-se ao ciclo das quatro estações do ano, por coincidência ou porque os dois fenômenos obedecem com suas especificidades às mesmas leis que regem as coisas criadas em sua totalidade, o mesmo sistema.
O inverno, que mais uma vez se retira, é certamente a mais desagradável das quatro. O frio e a baixa umidade do ar, que em si já são um grande transtorno, tornam as pessoas vulneráveis a uma série de enfermidades. Tem-se a impressão que na superfície da terra tudo começa a morrer. Custa a passar, cada um enfrenta como pode, na certeza de que logo virá a primavera e depois o verão. Mas o verdadeiro culpado por essa situação é mesmo o outono, quando o sol teimou em levantar-se cada dia mais tarde e a recolher-se cada vez mais cedo, inclinando ainda mais sua trajetória, de modo a não conseguir clarear e aquecer adequadamente o planeta.
Foi exatamente com a chegada do inverno que o astro rei começou a tornar sua jornada cada dia mais longa e a ir se aprumando no céu, de modo que no final do período a superfície pudesse estar bem mais iluminada e o clima bem mais ameno, digno da estação que viria em seguida. Mas foi no subsolo onde houve trabalho bem mais intenso, onde a vida se preparava freneticamente para eclodir: a minhoca e outros bichinhos não cansavam de processar, discretamente o material orgânico ali depositado, possibilitando que germinassem as sementes e brotinhos enterrados. Onde o frio foi mais intenso e caiu neve, mesmo antes desta dissipar-se, o fruto daquele labor já começara com sua pujança a ornamentar a primavera.
No ambiente político cujo desconforto começou bem mais cedo e parece que não vai acabar tão cedo, as reações das pessoas são mais ou menos as mesmas. Têm aquelas que estranhamente se gabam de preferir o frio e as noites mais longas, como aquelas que fazem questão de alardear gostarem do que estão fazendo com nosso país. Mas não escapam aos olhos atentos aquelas que discretamente preparam tempos mais agradáveis, que certamente serão ainda muito mais duradouros do que este infverno sem fim que, apesar de tudo, nos possibilitou ver com mais clareza o que verdadeiramente se passa na superfície.





segunda-feira, 17 de junho de 2019

No rastro dos Comuns


Os primeiros cristãos encararam um período extremamente conturbado política, social e economicamente, repartindo os seus bens, e conseguindo ainda assim acumular para a igreja, até o final do terceiro século, um patrimônio considerável. Mesmo vivendo em constante tensão com o Império Romano e encarando problemas internos de toda ordem.
Já no século V, entretanto, quando já contava com total apoio do governo, os chefes, aqueles que no início foram encarregados de distribuir os bens comuns, passaram a reter para si a metade dos rendimentos totais, um quarto para os poucos bispos e outro para a legião de padres; a outra metade era dividida igualmente entre a manutenção da instituição e o socorro dos pobres. E, para encurtar, no término do século dezoito, a igreja possuiria só na França um quinto do território nacional, situação que começou a mudar com o advento da Revolução Francesa.
Felizmente, a trajetória da Igreja não foi tão simples. Há notícias de comunidades que não seguiram a corrente dominante, ou dela se afastaram mais tarde; algumas adotaram partilha de seus bens para encarar suas adversidades, âs quais talvez não tenhamos prestado a devida atenção. Mesmo muitas que seguiram os passos de Roma adotaram essa prática com muita eficiência: são exemplos algumas ordens religiosas e mosteiros.
A História do Brasil registra também algumas iniciativas inspiradoras que merecem ser reexaminadas com mais cuidado; dentre elas, destacam-se a dos Sete Povos das Missões que, na verdade, foram bem mais que sete, e representam talvez a página mais bela, como também mais triste de nosso currículo comum. Há que se observar a trajetória dos quilombos, que ainda hoje exibem seus feitos heroicos e foram igualmente mais numerosos e complexos do que se conta. E Canudos, não passou mesmo de uma experiência exótica, como nos narraram seus destruidores?